Séries pequenas, contas honestas
Se fez seis, diga seis. Um stock que corresponde à realidade fecha o anúncio quando sai o último e poupa-lhe a mensagem que começa por peço desculpa. A reposição passa então a ser um motivo para publicar de novo e não um pedido de desculpas.
Para trabalho por encomenda, ponha o prazo na descrição e trate-o como parte do preço. Duas semanas ditas à partida são aceitáveis. Duas semanas descobertas depois de encomendar são uma reclamação.
Mostre o fazer, não só o feito
As fotografias da peça acabada vendem a peça. As fotografias da bancada, das aparas e da versão a meio vendem-no a si, e é você a razão pela qual alguém paga mais do que o preço de fábrica. Guarde uma fotografia de oficina em cada ficha.
As encomendas especiais começam na conversa
A maior parte do rendimento do artesanato acaba por vir de trabalho por medida, e esse trabalho começa sempre como uma pergunta debaixo de uma fotografia. Como a loja abre dentro da conversa, essa pergunta chega ao mesmo sítio que o pedido. Responda aí, combinem a peça e publique-a como produto único, para que o pagamento e o registo sigam o mesmo caminho que tudo o resto.
Cobre os portes à parte e com clareza
Os artesãos costumam absorver os portes e depois perguntam-se para onde foi a margem. Ponha-os na loja como linha própria, diga o que cobrem e deixe de os subsidiar em silêncio. Quem vê o número real não o acha caro; acha-o organizado.